A discussão costuma virar preço de mensalidade contra salário, e para aí. É a comparação errada — ela ignora três quartos do custo real e o fator que mais importa, que é tempo.

Vamos fazer a conta inteira.

Os quatro blocos de custo, dos dois lados

Time interno Agência
Custo direto Salário + encargos (some ~70% ao salário) Mensalidade
Custo de entrada Recrutamento, 3 meses de rampa Onboarding, 1 mês de calibragem
Custo de gestão Você gerencia, avalia, treina Você acompanha e cobra
Custo de saída Rescisão + recomeçar do zero Aviso e encerramento

O bloco que quase todo mundo esquece é o terceiro. Time interno consome seu tempo de gestão, e o seu tempo é o recurso mais escasso da empresa. Se você é o fundador, cada hora gerenciando é uma hora não vendendo.

Tempo até o primeiro resultado

Esse é o critério que decide na prática, e raramente entra na planilha.

Time interno: 1 a 2 meses para contratar, 2 a 3 meses de rampa. Primeiro resultado consistente entre o mês 4 e o 6.

Agência: 2 a 4 semanas de calibragem. Primeiro resultado entre o mês 2 e o 3.

Se a sua empresa precisa de resultado em 90 dias, a decisão já está tomada — não por preferência, por matemática de calendário.

O que cada uma faz melhor

Agência ganha quando:

Você não sabe ainda o que funciona no seu mercado. Ela já testou em outras empresas parecidas e traz o atalho.

O trabalho é técnico e especializado. Contratar uma pessoa que faça anúncio, conteúdo, dados e automação bem é quase impossível; uma agência tem quatro pessoas.

O volume é variável. Você aumenta e reduz sem processo trabalhista.

Você precisa de resultado rápido para provar a tese antes de investir mais.

Time interno ganha quando:

O conhecimento precisa ficar. Tudo que a agência aprende sobre o seu negócio sai com ela.

O produto é complexo e exige contexto profundo que leva meses para acumular.

O volume é alto e constante. A partir de certo tamanho, interno fica mais barato por hora.

Faz parte da sua vantagem competitiva. Não se terceiriza o que te diferencia.

AV2 TECH A gente trabalha no modelo que combina os dois: executa e forma o time interno junto, para o conhecimento ficar. Chamar no @av2tech →

O risco de cada lado

Time interno: dependência de pessoa. Se ela sai, você volta ao mês zero — e leva junto tudo que aprendeu, que nunca foi escrito.

Agência: dependência de fornecedor. Se você encerra, para tudo, e você não sabe fazer.

Repare que os dois riscos são o mesmo problema com nomes diferentes: conhecimento que não ficou registrado na sua empresa.

Por isso a pergunta mais útil não é qual escolher. É: em qualquer um dos dois, quem escreve o que está sendo aprendido? Empresa que não responde isso vai pagar duas vezes.

Você não está comprando execução. Está comprando aprendizado sobre o seu próprio mercado — e se ele não fica escrito, você alugou em vez de comprar.

O modelo que costuma vencer

Para empresa entre 10 e 50 pessoas, o arranjo que mais funciona não é nenhum dos dois puros.

É uma pessoa interna coordenando, com execução especializada de fora. A pessoa interna guarda o contexto e o histórico; a estrutura de fora traz a técnica e a velocidade.

Custa mais que só interno e menos que montar time completo. E resolve o problema do conhecimento que vaza, porque tem alguém dentro cuja função é justamente acumulá-lo.

O critério de decisão em três perguntas

Você sabe exatamente o que precisa ser feito? Se sim, interno pode funcionar. Se não, você contrataria alguém para descobrir junto — caro e lento.

Você tem 6 meses ou 3? Prazo curto elimina a opção interna.

Isso é o seu diferencial? Se o cliente compra de você por causa disso, não terceirize.

O que fazer nesta semana

  • Some os quatro blocos dos dois lados, com números da sua empresa. A conta muda quando sai do achismo.
  • Some também seu tempo de gestão. Se você é o fundador, precifique essa hora alto.
  • Defina o prazo em que precisa de resultado. Muitas vezes ele decide sozinho.
  • Em qualquer opção, defina quem escreve o que está sendo aprendido. É o que evita pagar duas vezes.